O estudo "Trajetórias da Pobreza e da Privação" revela que 61,7% dos portugueses vivem em pobreza persistente em 2025. O relatório, divulgado hoje, analisou dados de longo prazo e destacou que a pobreza não é um fenômeno passageiro, mas uma realidade que afeta uma grande parcela da população. Segundo os resultados, a persistência da pobreza está ligada a fatores como desemprego crônico, baixa qualificação e falta de acesso a recursos básicos.

O estudo também aponta que a pobreza afeta mais as regiões rurais e áreas com menor desenvolvimento económico. Os dados mostram uma tendência de aumento gradual nos últimos anos, apesar de políticas públicas voltadas para a redução da desigualdade. A pesquisa foi conduzida por instituições académicas e organizações de apoio social, com base em uma amostra representativa da população portuguesa.

A pobreza persistente tem sido um tema de debate constante no país, especialmente após a crise económica de 2008. Apesar de melhorias em alguns setores, a desigualdade continua a ser um desafio significativo. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes e duradouras para combater a pobreza e promover a inclusão social.