O diretor nacional da PSP, Pedro Moura, confirmou que deu ordem às forças de segurança para intervir no acampamento de Lisboa durante os protestos pelo direito à habitação. A intervenção ocorreu no dia 15 de outubro, segundo informações divulgadas pela imprensa. A PSP atuou para dispersar o grupo de manifestantes que se encontravam no Rossio, em Lisboa, após uma noite de protestos.

A ordem para a intervenção foi dada diretamente pelo diretor nacional, e não pelo ministro da Administração Interna, segundo o próprio Pedro Moura. A atuação da polícia foi acompanhada por vídeos divulgados nas redes sociais, que mostram ações de dispersão e confrontos com os manifestantes. A cantora Irma Ribeiro partilhou um vídeo que ilustra a situação, gerando reações públicas.

O Partido Comunista (PCP) criticou a atuação da PSP, alegando que a lei permite manifestações e que a interpretação restritiva do Governo limita os direitos dos cidadãos. Paula Santos, líder do PCP, afirmou que a lei "nunca gerou qualquer tipo de problema" e atacou a forma como o Governo tem entendido as regras.

O Instituto de Gestão das Atividades Investigatórias e de Inspecção (IGAI) abriu um processo para investigar as intervenções da PSP nos protestos em Lisboa e no Porto. A instituição aguarda ainda informações da PSP e do Ministério Público sobre os acontecimentos.

A situação gerou debates sobre a legitimidade das manifestações e a atuação das forças de segurança. A PSP justificou a intervenção como necessária para garantir a ordem pública, enquanto os manifestantes alegam que foram tratados de forma excessiva. O caso continua sob investigação.