O ministro da Administração Interna, Luís Neves, anunciou a demissão do secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Ricardo Carrilho. A decisão foi tomada após um conflito institucional entre os dois, envolvendo divergências sobre a gestão da rede SIRESP.
Os documentos internos e emails revelados pela CNN Portugal indicam que o conflito se agravou com a gestão de um concurso de nove milhões de euros para aquisição de geradores para infraestruturas críticas. O concurso acabou deserto, mas o MAI nega qualquer responsabilidade.
Ricardo Carrilho, que foi afastado do cargo, pediu para ser ouvido pelo primeiro-ministro. A divergência centra-se no pagamento de uma indemnização compensatória anual de 26 milhões de euros. O ex-secretário-geral também questionou a gestão dos pagamentos e pediu instruções escritas à tutela.
A relação entre Luís Neves e Ricardo Carrilho deteriorou-se, atingindo um ponto de ruptura. A demissão do secretário-geral ocorreu no mesmo dia em que o Expresso noticiou a crise institucional no ministério.
O conflito sobre o SIRESP já havia gerado uma controvérsia anterior. A IL (Inspecção-Geral das Atividades de Segurança e Proteção Civil) também solicitou a audição de Luís Neves e do ex-secretário-geral.
A situação revela uma tensão interna no Ministério da Administração Interna, com implicações na gestão de recursos e na coordenação entre os órgãos. A demissão de Ricardo Carrilho marca um momento de instabilidade no setor público.




















