Manifestantes em Lisboa e Porto foram novamente confrontados pela PSP durante protestos contra violência policial e pela habitação. A polícia avançou na madrugada do domingo, quase em simultâneo, sobre as acampadas. Dezenas de pessoas foram feridas, incluindo manifestantes e policiais. Dez pessoas foram hospitalizadas segundo o movimento.

A PSP justificou o uso da força com o aumento da resistência dos manifestantes. Durante a intervenção, foram registados 13 detidos e 13 polícias feridos. O Presidente da República pediu esclarecimentos sobre os incidentes. Manifestantes acusaram a PSP de avançar sobre eles durante a madrugada.

Manifestações voltaram a ser marcadas por tensão. Apesar de apelos de mães, advogados e deputados, o desfecho não mudou. A PSP voltou a usar carga policial, com bastonadas, petardos e, no Porto, cães. O movimento acusou a polícia de violência.

O especialista em segurança Hugo Costeira defendeu a atuação da PSP, alegando que os ataques aos agentes justificaram o uso da força. Ele considerou que a lei está do lado dos polícias, não dos manifestantes. As acampadas, que exigem direito à habitação, continuam a ser um foco de conflito.