A União Europeia (UE) anunciou que limitará a importação de veículos híbridos da China a 350 mil unidades por ano, em um acordo entre Pequim e Bruxelas. A medida visa reduzir a concorrência desleal e proteger o setor automotivo europeu. O responsável europeu destacou que a limitação “reduzirá as atuais exportações para a UE em mais de metade, que deverão atingir os 800 mil veículos em 2026”.

A decisão surge após pressões crescentes sobre a indústria europeia, que enfrenta uma concorrência feroz dos fabricantes chineses. A Renault, por exemplo, considerou o acordo como um “marco histórico” para a indústria automotiva europeia. A empresa acredita que a medida ajudará a estabilizar o mercado e criar novas perspectivas para o setor.

A limitação de importações reflete uma estratégia de proteção comercial, similar a políticas adotadas por Estados Unidos sob o governo de Donald Trump. A UE busca equilibrar a necessidade de reduzir o défice comercial com a China, ao mesmo tempo que protege seus próprios fabricantes. A medida também se insere em um contexto de tensões geopolíticas, com a UE enfrentando desafios tanto com a Rússia quanto com a China.

A nova política é parte de um esforço mais amplo para reforçar a autonomia industrial europeia, especialmente em setores estratégicos como automotividade e tecnologia. A limitação de importações de híbridos chineses é uma das primeiras ações concretas de uma agenda mais ampla de proteção comercial e industrial.