Milhares de pessoas voltaram a ocupar o Rossio, no centro do Porto, após a aprovação, por parte dos manifestantes, de passar mais uma noite em tendas. A decisão foi tomada após uma noite de tensão com a Polícia de Segurança Pública (PSP), que registou momentos de confronto e buzinadelas.
Na Praça D. João I, ainda há poucas dezenas de manifestantes com cerca de dez tendas, após o abandono de um dos carros da polícia no local. A situação mantém-se instável, com momentos de tensão e uso de petardos.
O deputado do CDS João Almeida reagiu à intervenção da PSP durante os protestos, afirmando que os manifestantes "tiveram várias oportunidades de evitar o que aconteceu". A PSP garantiu a preservação das imagens de videovigilância urbana do Porto para demonstrar ações de agentes à paisana.
Os protestos, que envolvem a questão da habitação, continuam a ser um tema de debate público. A ocupação de espaços públicos e a interação com a polícia são pontos centrais nas manifestações, que se desenrolam em diferentes pontos da cidade.
A situação reflete um contexto de crescente mobilização social em torno da habitação e da segurança pública, com manifestantes e autoridades em constante diálogo.


















