O ministro da Administração Interna, Luís Neves, é investigado por uma queixa-crime apresentada na Polícia Judiciária. Um investigador acusa-o de ter participado em uma campanha de perseguição pessoal, difamação e intimidação contra um colega. A queixa alega que Luís Neves teria chegado a dizer que queria destruir e esmagar um outro político. O ministro nega todas as acusações.

A queixa foi apresentada por um investigador que afirma ter sido alvo de ameaças e perseguição ao longo de três anos. Segundo o documento, Luís Neves teria utilizado sua posição para intimidar e difamar o investigador. A Polícia Judiciária está a analisar a situação.

A situação surge num contexto de tensão política em Portugal. Luís Neves tem sido criticado por sua gestão da crise de incêndios e pela resposta a protestos. O presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Leiria, Jorge Martins, pediu apoio ao ministro após danos causados por uma depressão.

O líder do PSD, João Marcelino, criticou recentemente a postura de Luís Neves, alegando que ele está politicamente fragilizado e que o primeiro-ministro deveria assumir a responsabilidade. A situação reforça as críticas ao governo sobre a gestão de crises e a relação entre poderes.