A acampada no centro do Porto, na Praça D. João I, ganha dimensão e estrutura com a oferta de serviços e atividades. A poucos dias de completar um mês de protesto contra o custo de vida, os manifestantes criaram uma comunidade autossustentável. Refeições gratuitas são servidas diariamente, enquanto um posto médico oferece atendimento básico. Crianças têm espaço dedicado com atividades lúdicas. Uma cantina e um jornal próprio também são disponibilizados.
A iniciativa inclui ainda um site dedicado a encontros amorosos, evidenciando a diversidade de objetivos dos manifestantes. A polícia autorizou a permanência de 14 tendas na praça, mesmo em dia de montagem do mercado de Natal. A presença de tendas e estruturas nas ruas do centro da cidade mostra a adaptação do movimento às condições locais.
A acampada surgiu como resposta ao aumento dos custos de habitação e ao desemprego. A iniciativa tem sido amplamente apoiada pela população, que se mobiliza para manter o espaço aberto. A persistência do protesto reflete a pressão crescente sobre as autoridades para reavaliar políticas habitacionais. A situação continua em observação, com a comunidade local e as autoridades a acompanhar o desenvolvimento do movimento.






















