A polícia de choque portuguesa desmontou dezenas de barracas em Lisboa e no Porto durante uma operação policial na madrugada de domingo, detendo 13 manifestantes que protestavam contra a crise habitacional. A intervenção, que ocorreu quase em simultâneo em ambas as cidades, resultou em ferimentos em agentes e participantes.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, reagiu à situação, afirmando que "ninguém fica feliz e satisfeito" com as imagens dos confrontos. Ele criticou a violência e a repressão, destacando que a polícia agiu com "carga policial" contra manifestantes acampados. A PSP justificou o uso da força pelo aumento da resistência dos protestantes.

O Presidente da República, António José Seguro, pediu esclarecimentos detalhados sobre os acontecimentos, incluindo o estado dos manifestantes detidos e das pessoas feridas. Um repórter de imagem foi agredido durante a operação. A polícia também utilizou cães e petardos no Porto, enquanto em Lisboa os manifestantes "invadiram" um mercado, retirando mesas.

Os protestos, que envolveram centenas de pessoas, foram organizados para denunciar a falta de moradia e a pressão sobre os cidadãos. A polícia alega que as acampadas violavam ordens de segurança e que a força foi necessária para garantir a ordem pública. As autoridades estão a investigar os incidentes e a situação dos detidos.